segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Contos de Fada

Chega um momento da vida em que percebemos que:

- Príncipes encantados não existem;
- Donzelas presas em torres, raramente são resgatadas;
- Felizes para sempre pode ser duro demais;
- Contos de fadas são lindos somente nos livros mesmo.

Aí quando caímos do cavalo, da torre... quando percebemos a realidade temos diante de nós duas possíbilidades. Ou vemos nossos sonhos, ideais de vida e tudo o que mais quisermos escorrendo rio abaixo junto com algumas lágrimas; ou aprendemos que ainda bem que a relidade é outra... é só assim que passamos a escrever nosso próprio conto de fadas, saímos do papel de donzelas indefesas, pegamos nossos próprios cavalos, lanças e tudo mais que podemos e enfrentamos nosso dragão!


Aí, aprendemos também que, mais gostoso que o frio na barriga da insegurança é sentir esse frio dissipar-se com a conquista! Que melhor do que ser resgatada da torre, é aprender a encontrar a porta sozinhas, aí, entramos e saímos quando quisermos. Melhor do que ganhar, é poder conquistar. Melhor do que só sorrir... é chorar, espernear, gritar... Que ninguém é bonito sempre, que ninguém é feliz sempre... mas pelo contrário... há dias em que acordamos brigadas com o mundo, e o mundo, brigado com a gente... mas quando esse dia acaba e deitamos na cama com a sensação de sobrevivi, nos sentimos donas do mundo novamente. Aí, as coisas não vão como desejamos, e aprendemos que muitas vezes, desejamos coisas que não precisamos, coisas que não deveríamos desejar. Aprendemos que raramente queremos o que deveríamos querer.


É na vida ralada que aprendemos a valorizar as pessoas,
É com o sofrimento que aprendemos a sorrir de verdade,
Nenhum alívio é melhor que o alívio de livrar-se da mágoa,
O melhor presente é aquele que nos damos todos os dias ao acordar, respírar fundo e permitir a vida entrar em nossos pulmões.
O bom riso, é o riso espontâneo compartilhado e porque não: exagerado
O bom choro é aquele choro que lava a alma, sem vergonha ou medo!
A boa vida, é essa que temos... cheia de falhas, defeitos, altos e baixos.... Que vive testando nossos limites, vive permitindo que nos conheçamos cada vez melhor.


Aí... aprendemos enfim.. que todos podemos ser "felizes para sempre" sempre.. mesmo quando choramos, mesmo quando tudo parece desmoronar diante de nós. Porque felicidade não é algo que passe... não é que nem a alegria que depende do momento. Felicidade é na verdade algo que encontramos dentro da gente, ali, juntinho da nossa essência, da nossa própria verdade. Juntinho do amor, da paz, da tranquilidade... coisas que não somem com o tempo... coisas que não dependem dos outros... coisas... que levamos sempre conosco!!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Sinto-me morta
Sem sentir o toque, o cheiro
Sem tocar o mundo...

Sinto-me morta
Por não sentir meu corpo
Quase não estar aqui

Fujo nos abraços
Nos beijos
Em qualquer carinho...

Fujo no toque,
Nas palavras
Nas entrelinhas...

Fujo sem tirar os pés do chão
Sem encontrar qualquer movimento
Fujo de mim, do outro
De tudo que é real.

Fujo do homem, da mulher
Da criança.. ela que não foje de mim!

Sinto-me sem sentir
Sem viver, sem tocar...
O gosto que não há,
O cheiro que não vem,
O toque que não sente,
O corpo que não tem.

Acho que só sindo mesmo
Quando a dor é fulminante
Ela me traz ao corpo
E me faz sentir que sou.

Não sinto-me
Como se não estivesse aqui
Cadê meu corpo?
Escondi ele de mim!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Presentes

Essa semana ganhei alguns presentes da vida... acho que ganhei na loteria!! (Piadinha interna né Gaby?)

O fato é que me dei conta de tantas coisas... justamente quando me permiti parar de fazer força... simplesmente, parar.

Descobri, que há mais sinceridade e desapeço no silêncio do que em muitas palavras ditas... Olhe só: quando falamos algo para um amigo, quando desabafamos e etc... quantas vezes, algum tempo depois aquele amigo evoca aquele algo, que ficou guardado na memória... e na sua já não havia mais? E aí, aquele algo ficou preso no tempo, na relação... ficou apegado. Acho que é por isso que cada dia gosto mais da solidão... aqui o único regulador de assuntos.. sou eu mesma, e a única memória que funciona, é a minha.

Claro.. a vida é feita em relacionamento... Mas cada dia que passa, menos quero falar da vida, menos quero desabafar... preferindo.. vivê-la! Claro.. chorar o choro, rir o riso.. talvez em companhia... mas é muito dificil encontrar aqueles que saibam não evocar seu passado (as vezes mascarado de preocupação)...

Cada dia que passa menos gosto das palavras... e mais tomo cuidado com elas... É dificil falar do que foi sem sentir, mas é fácil não preocupar-se quando não tem que ser dito! E por que não? Pra que as coisas devem ser ditas, feitas, pensadas... Aff... cansei disso... cansei de tanto fazer força para explicar, para dizer... as vezes, simplesmente quero ficar em silêncio...Porque o simples fato de falar, pode mudar o que eu queria dizer...

O silêncio devia ser honrado... o silêncio devia ser adorado, devia ser multiplicado... Ficar em silêncio é uma arte!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Inconstância

Como posso, em minha individualidade e enquanto ser único e individual, ser a medida de todas as coisas? Cada dia mais me pergunto qual é esta medida que se busca, principalmente quando, em minha própria existência, mudo de tamanho tantas vezes. Como saber qual tamanho vestir quando ele está constantemente em mudança?

Flexibilidade... Característica estranha à mim, e de tão estranha, me é tão familiar. Busco forma, norma como raiz para fincar no chão, mas esta não me serve por mais que um segundo e volta a me servir algum tempo depois. E aí, mudo quem sou quando mudo essa forma, essa norma? E o que não muda?

O que não muda seja talvez somente a capacidade de mudar, e se enquanto viver, eu tiver diante de mim esta possibilidade, poderei viver mil vidas em uma.

Inconstância, paradoxos... o que sou eu se não uma pilha destas coisas? E de tanto ser tudo, preencho-me do nada e nele convivo.

Quando saio de mim, estou comigo, “em migo” de fora, podendo analisar, pensar, refletir... mas não viver.

Quando quedo-me na dor, na alegria, na sensação, só assim sou minha essência, por é esse sentir o único que possuo. Quero viver de sensações eternas... Lembrando-me as que tenho quando reflito, penso, saio de mim... Qual corpo vivo? O que é esta vida vivida que não um monte de vontades, ações, reações...

Quais ações não são reações? Mesmo que a outra ação interna: a de querer. Ser é não ser, é não esforçar-se, pois não há força necessária ao viver.

Leve como uma pluma quando é este ser que me cabe, e se amanhã eu parecer uma bigorna... que seja eu a sentir este peso até que esta não seja mais a máscara do momento. Porque eu não tenho forma a não ser a que coloco quando tenho que interpretar-me.

Causa, conseqüência ou qualquer acaso... estou aqui pois foram estes os passos que dei, e se estou aqui, se é este o meu lugar: que eu saiba aproveitar até o próximo passo.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Regras de Vida

A Verdadeira Palavra: nunca mentir, nunca difamar ninguém e nunca usar linguagem grosseira ou áspera;
A Verdadeira Crença: é a crença de que a Verdade é o guia do Homem;
A Verdadeira Resolução: ser sempre calmo e nunca fazer dano a nenhuma criatura viva;
A Verdadeira Ocupação: nunca escolher uma ocupação que seja má, tal como falsificação, manejo de coisas roubadas e coisas semelhantes;
O Verdadeiro Comportamento: nunca roubar, nunca matar, e nunca fazer nada de que uma pessoa possa mais tarde arrepender-se ou envergonhar-se;
O Verdadeiro Esforço: procurar sempre o que é bom e afastar-se do que é mau;
A Verdadeira Contemplação: ser sempre calmo e não permitir-se pensamentos que sejam dominados pela alegria ou pela tristeza;
A Verdadeira Concentração: consegue-se quando todas as outras regras forem seguidas e uma pessoa tenha atingido o nível da paz perfeita".

Nada melhor do que conhecer as regras do jogo para conseguir sucesso nele.