Como posso, em minha individualidade e enquanto ser único e individual, ser a medida de todas as coisas? Cada dia mais me pergunto qual é esta medida que se busca, principalmente quando, em minha própria existência, mudo de tamanho tantas vezes. Como saber qual tamanho vestir quando ele está constantemente em mudança?
Flexibilidade... Característica estranha à mim, e de tão estranha, me é tão familiar. Busco forma, norma como raiz para fincar no chão, mas esta não me serve por mais que um segundo e volta a me servir algum tempo depois. E aí, mudo quem sou quando mudo essa forma, essa norma? E o que não muda?
O que não muda seja talvez somente a capacidade de mudar, e se enquanto viver, eu tiver diante de mim esta possibilidade, poderei viver mil vidas em uma.
Inconstância, paradoxos... o que sou eu se não uma pilha destas coisas? E de tanto ser tudo, preencho-me do nada e nele convivo.
Quando saio de mim, estou comigo, “em migo” de fora, podendo analisar, pensar, refletir... mas não viver.
Quando quedo-me na dor, na alegria, na sensação, só assim sou minha essência, por é esse sentir o único que possuo. Quero viver de sensações eternas... Lembrando-me as que tenho quando reflito, penso, saio de mim... Qual corpo vivo? O que é esta vida vivida que não um monte de vontades, ações, reações...
Quais ações não são reações? Mesmo que a outra ação interna: a de querer. Ser é não ser, é não esforçar-se, pois não há força necessária ao viver.
Leve como uma pluma quando é este ser que me cabe, e se amanhã eu parecer uma bigorna... que seja eu a sentir este peso até que esta não seja mais a máscara do momento. Porque eu não tenho forma a não ser a que coloco quando tenho que interpretar-me.
Causa, conseqüência ou qualquer acaso... estou aqui pois foram estes os passos que dei, e se estou aqui, se é este o meu lugar: que eu saiba aproveitar até o próximo passo.
Flexibilidade... Característica estranha à mim, e de tão estranha, me é tão familiar. Busco forma, norma como raiz para fincar no chão, mas esta não me serve por mais que um segundo e volta a me servir algum tempo depois. E aí, mudo quem sou quando mudo essa forma, essa norma? E o que não muda?
O que não muda seja talvez somente a capacidade de mudar, e se enquanto viver, eu tiver diante de mim esta possibilidade, poderei viver mil vidas em uma.
Inconstância, paradoxos... o que sou eu se não uma pilha destas coisas? E de tanto ser tudo, preencho-me do nada e nele convivo.
Quando saio de mim, estou comigo, “em migo” de fora, podendo analisar, pensar, refletir... mas não viver.
Quando quedo-me na dor, na alegria, na sensação, só assim sou minha essência, por é esse sentir o único que possuo. Quero viver de sensações eternas... Lembrando-me as que tenho quando reflito, penso, saio de mim... Qual corpo vivo? O que é esta vida vivida que não um monte de vontades, ações, reações...
Quais ações não são reações? Mesmo que a outra ação interna: a de querer. Ser é não ser, é não esforçar-se, pois não há força necessária ao viver.
Leve como uma pluma quando é este ser que me cabe, e se amanhã eu parecer uma bigorna... que seja eu a sentir este peso até que esta não seja mais a máscara do momento. Porque eu não tenho forma a não ser a que coloco quando tenho que interpretar-me.
Causa, conseqüência ou qualquer acaso... estou aqui pois foram estes os passos que dei, e se estou aqui, se é este o meu lugar: que eu saiba aproveitar até o próximo passo.
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