sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Feridas

A vida é assim mesmo. Todo mundo tem feridas, todo mundo sofre e todo mundo espera que isso um dia acabe. Mas não... não vai passar, não vai acabar o sofrimento. Quando menos esperarmos, algo vai acontecer e nos tirar da rota que prevíamos. Mas essa é uma das formas da vida agir, da vida nos tirar do equilíbrio, da inércia, daquele ponto estático onde nada acontece, não evoluímos e permanecemos os mesmo. A vida anseia pela nossa evolução, anseia por momentos onde temos que nos deparar conoscos mesmos, frente a frente, sem farsas. Momentos que podem durar segundos, dias, anos... mas momentos quando temos que colocar nossas cartas na mesa, quando tempos uma oportunidade para repensar, refazer... recomeçar. Seja lá onde estivermos no nosso caminho, começo, meio ou fim, temos a oportunidade de mudar, de seguir outra rota, de experimentar. Não sem dor ou sofrimento... apenas com consciência, com a certeza de que somos capazes de dar o melhor de nós, mesmo que por algum tempo não pareça o suficiente.
E a dor, o sofrimento... isso passa... vira cicatriz, ou calo, ou apenas sabedoria. Aí vamos aprendendo aos poucos não nos julgar, a não cobrar de nós mais do que nós mesmos poderíamos dar, porém tudo isso sem tornar essa reflexão um martírio, ou hipocresia... sem que cheguemos à conclusão de que estamos no topo da montanha, que evoluímos tudo o que poderíamos evoluir. Afinal, essa sim seria a maior mostra de que muito temos a aprender a vida, e portanto, muito temos que sofrer.
O tempo vai nos dizendo que não vale a pena alimentar determinadas dores, mas que isso não significa que não vale a pena sentí-las.
Aí entendemos que somos passagem, que a dor, o sofrimento, e também a alegria... passam por nós, e ficam até o momento que precisam abrir espaço para o novo. E nosso papel nisso, é aceitar aquilo que a vida nos propoe.. ou passar a eternidade brigando contra ela... aí eu pergunto: Quem você acha que vai ganhar?
Não se mede forças com a vida, não se mede forças com o mundo, simplesmente por não ser uma competição.
E quando for a hora... a gente colhe o que plantou...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Morgana fala....

"Em vida, chamaram-me de muitas coisas: irmã, amante, sacerdotisa, masa, rainha. Na verdade, cheguei agora a ser maga, e poderá vir um tempo em que tais coisas devam ser conhecidas. Verdadeiramente, porém, creio que os cristãos dirão a última palavra. O mundo das fadas afasta-se cada vez mais daquele em que Cristo predomina. Nada tenho contra Cristo, apenas conhra os seus sacerdotes, que chamam a Grande Deusa de demônio e negam seu poder no mundo. Alegam que, no máximo, esse seu poder foi o de Satã. Ou vestem-na com o manto azul da Senhora de Nazaré - que realmente foi poderosa, a seu modo -, que, dizem, foi sempre virgem. Mas o que pode uma virgem saber das mágoas e labutas da humanidade?"(As Brumas de Avalon: A saga das mulheres por trás dos bastidores do Rei Artur. Livro 1: A Senhora da Magia)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Amor

Algumaz vezes temos a sensação de que o encontro entre duas pessoas durou pouco tempo... mas só a intensidade de um momento é capaz de curar. Cada amor sentido, experienciado, vivido... dura a eternidade e é capaz de curar a alma.

sábado, 14 de novembro de 2009

Versos ...

Calma... e meu peito torna-se capaz de tomar-se de calma.
E consigo embeber-me desse sentimento,
De sua pureza, de seu calor,
É fato... amo-te.
Amo-te o amor que sou capaz de amar,
Em silêncio, na calma de quem precisa esperar acontecer.
Amo-te como algo certo, firme, porém repelto de doçura,
Da paz que só o amor é capaz.
E no seu retorno, espero a completude dessa paz,
Essa que se multiplica na união... e toma a vida, o corpo e a alma.
Na cumpliciadade da vida, do amor e da amizade que repousa em minha memória.
Porque
Há você em mim...
Há ainda seu calor em mim,
E minhas mãos sentem seu calor.
E o meu riso, meus olhos... seu amor.
É como se o sabor pudesse tocar meus lábios,
Minha boca.
E sua pele, seu cheiro... nasce de mim.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sobre metades de laranjas...

É... definitivamente pouco vale a pena relacionar-se com meias laranjas. Achar a alma gêmea, achar aquela laranja que parece ser nossa outra metade... paralisa. Acaba fazendo com que a relação permaneça sempre num estático equilíbrio, que não permite mudanças...afinal, se uma metade de laranja muda, deixa de encaixar na outra.

Agora, pensando bem, quando duas laranjas completas se encontram... ou melhor ainda, quando duas frutas completamente diferentes, não complementares nem gêmeas se encontram e resolvem fazer um suco... há muito mais sabor.

Os sabores se misturam, mas ainda assim, são distintos... mantém sua essência característica, e somada a ela, um novo sabor nasce...o da companhia. E nesse suco, outras frutas podem ser acrescentadas... sempre.

O amor de verdade é mais ou menos assim. Uma capacidade adquirida por nós humanos... pena que raramente temos consciência desta conexão. Porque nesse sentimento, incondicional por natureza, não há espaço para personificações... torna-se capaz de simplesmente amar. E então, simplesmente amando, podemos compreender a grandeza de ser humana, a inesgotável fonte de energia que temos dentro de nós e todas as infinitas possibilidades que o vazio nos dá.

Nessa condição... de amantes, tornamo-nos apaixonados pela vida, pela existência, pela unidade. Renasce então o brilho dos olhos, a primavera da vida. A vida torna-se capaz de florescer, renascer como uma imensa fênix, cada vez mais bela, mais viva... melhor.

O amor alimenta e movimenta a espiral evolutiva e através dele cada passo torna-se mais fácil, mais certo, mais firme. E por isso, o amor torna-se a grande diferença entre equilíbrio e harmonia. A harmonia permite movimento, permite que se dance uma linda dança, com paz, estabilidade, calma... uma dança que segue o ritmo da vida, não controla nem é controlada, não ocupa espaço, tempo... simplesmente é.

Espero que todos os casais do mundo possam dançar essa dança... pois o equilíbrio é delicioso, porém frágil, facilmente rompido por qualquer força contrária, ou externa. O equilíbrio é vulnerável. A harmonia, por sua vez, alimentada pelo amor e em constante movimento, é quase impenetrável por forças contrárias ou externas, já que seu movimento, forma um escudo protetor.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Vamos recortar...

Momento de liberdade
Podermos ser somente aquilo que somos.

...a tesoura vem rasgar os véus e mostrar a luz e nos trazer tudo que sempre esteve aqui e não queriamos ver...

terça-feira, 10 de março de 2009

Caminhos

E vais e vens, e idas e vindas e voltas e mais reviravoltas...

Já dizia Saint Exupéry: "Quem anda sempre em frente não pode mesmo ir muito longe". É claro, como poderíamos prever o caminho todo? Não há futuro que não aquele que nós mesmos criamos, escolhemos.

Basta caminhar... basta seguir o constante fluxo da vida, deixando ela acontecer. Desistir de controlar ou temer. Vivendo, acreditando e sentindo cada instante. É assim que a vida surpreende, que a vida nos dá seus presentes.... basta escolher abrí-los, aproveitá-los (seja na dor ou na felicidade).

A vida tem sua sabedoria, pra que tentar diminuí-la impondo nossas vontades, nossos desejos, nossos anseios e ansiedades?

"Deixa vida me levar.... vida leva eu... Deixa vida me leva... vida leva eu."

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A política está tão repulsiva que vou falar de sexo - Arnaldo Jabor

Outro dia, a Adriane Galisteu deu uma entrevista dizendo que os homens não querem namorar as mulheres que são símbolos sexuais. É isto mesmo. Quem ousa namorar a Feiticeira ou a Tiazinha. As mulheres não são mais para amar; nem para casar. São apenas para “ver”.
Que nos prometem elas, com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones?

Prometem-nos um prazer impossível, um orgasmo metafísico, para o qual os homens não estão preparados. As mulheres dançam frenéticas na TV, com bundas cada vez mais malhadas, com seios imensos, girando em cima de garrafas, enquanto os pênis-espectadores se sentem apavorados e murchos diante de tanta gostosura. Os machos estão com medo das “mulheres-liquidificador”.

O modelo da mulher de hoje, que nossas filhas ou irmãs almejam ser (meu Deus!) é a prostituta transcendental, a mulher-robô, a “Valentina”, a “Barbarela”, a máquina-de-prazer sem alma, turbinas de amor com um hiperatômico tesão.

Que parceiros estão sendo criados para estas pós-mulheres? Não os há. Os “malhados”,os “turbinados” geralmente são bofes-gay, filhos do mesmo narcisismo de mercado que as criou. Ou, então, reprodutores como o Zafir para o Robô-Xuxa

A atual “revolução da vulgaridade” regada a pagode, parece “libertar” as mulheres. Ilusão à toa. A “libertação da mulher” numa sociedade escravista como a nossa deu nisso: super-objetos. Se achando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor, carinho e dinheiro. São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades. Mas, diante delas, o homem normal tem medo. Elas são “areia demais para qualquer caminhãozinho”.

Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens. Eles vivem nervosos e fragilizados com seus pintinhos trêmulos, decadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme “jamesbondiano” dos anos 60. Não há mais o grande “conquistador”. Temos apenas os “fazendeiros de bundas” como o Huck, enquanto a maioria virou uma multidão de voyeur, babando por deusas impossíveis.

Ah, que saudades dos tempos das “bundinhas e peitinhos” “normais” e “disponíveis”... Pois bem, com certeza a televisão tem criado “sonhos de consumo” descritos tão bem pela língua ferrenha do Jabor (eu). Mas ainda existem mulheres de verdade. Mulheres que sabem se valorizar e valorizar o que tem “dentro de casa”, o seu trabalho. E, acima de tudo, mulheres com quem se possa discutir um gosto pela música, pela cultura, pela família, sem medo! De parecer um “chato” ou um “cara metido a intelectual”.

Mulheres que sabem valorizar uma simples atitude, rara nos homens de hoje, como abrir a porta do carro para elas. Mulheres que adoram receber cartas, bilhetinhos (ou e-mails) românticos. Escutar no som do carro, aquela fitinha velha dos Bee Gees ou um CD do Kenny G (parece meio breguinha)...mas é tão bom!!! Namorar escutando estas musiquinhas tranqüilas.

Penso que hoje, num encontro de um “turbinado” com uma “saradona” o papo deve ser do tipo: - “Meu”...”o professor falou que eu posso disputar o Iron Man que eu vou ganhar fácil.” “- Ah, meu...o meu personal trainner disse que estou com os glúteos bem em forma e que nunca vou precisar de plástica.” E a música??? Só se for o último sucesso(???) dos Travessos ou Chama-chuva...e o “vai Serginho”???

Mulheres do meu Brasil Varonil!!! Não deixem que criem estereótipos! Não comprem o cinto de modelar da Feiticeira. A mulher brasileira é linda por natureza! Curta seu corpo de acordo com sua idade, silicone é coisa de americana que não possui a felicidade de ter um corpo esculpido por Deus e bonito por natureza. E se os seus namorados e maridos pedirem para vocês “malharem” e ficarem iguais à Feiticeira, fiquem... Igual a Feiticeira dos seriados de TV.E depois, façam-os sumirem da sua vida!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

A Great Deal

Neste momento em que os planetas se alinham harmonicamente, em que a vibração da Terra e do universo conhecido está alinhada a uma propósito, quero ser mais uma força, mais uma ferramenta para Deus e de Deus pois só ele conhece o amor em sua forma mais pura e brilhante.

Sei que tudo posso ao seu lado justamente porque aqui poucos conseguem alcançar. E que tendo meu corpo, meu espírito alinhado nesta vibração, eu possa emanar amor em cada ato, em cada palavra, em cada pensamento.

Permita-me pois colher este amor, aceitando-o em meu peito, em meu corpo e em meu espírito. Que eu saiba aprontar-me a receber este dom, este presente que é poder compartilhar nossa finitude, nossa humanidade.Que toque os corações humanos e encha-os de paz, amor e respeito.

A esta filha... dê-lhe o que lhe é de direito, nem mais, nem menos. E que ela saiba aceitar a lutar por isso, como brava guerreira, como quem ela é. E que toda força do universo conspire para a paz e o amor. E que todo o universo conspire para a sinceridade, plenitude e respeito.

Que humanos que somos, saibamos compartilhar, acreditar e amar. E que colhamos os frutos que plantamos.

The moment is now!


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Sensações

Algumas vezes é preciso fechar os olhos, respirar fundo e deixar que a resposta venha do coração e na maioria das vezes é a resposta mais simples, menor... e mais deliciosa.
Deus, ou qualquer outro sinônimo, fala diretamente com nosso coração, é a única parte do nosso corpo que consegue atingir sua vibração, que consegue se elevar na altura suficiente para ouvir seus ensinamentos... e esses ensinamentos, são tão simples. São como o sorriso de uma criança, um abraço de carinho, ou aquela sensação gostosa de acordar naturalmente, depois de uma boa noite de sono.

E fechar os olhos as vezes é preciso para que paremos de olhar para fora, para que paremos de captar mais informações, e simplesmente, deixemos nosso corpo fluir com o dia, com a energia, com a força. Essa força que está sempre dentro de nós... para quem quiser ver, sentir, experimentar.... viver.

E de olhos fechados, sentindo o vento frio encontrar o calor que emana do corpo, sentindo a respiração pulsando no compasso da vida, ou o coração palpitando enquanto guia nossos pensamentos é que encontramos nossa verdade. Essa que é mais simples ainda. E de tão simples, dificil de aceitar.

E aí, algumas imagens nos vem a mente, alguns sorrisos aparecem, alguns olhares, podemos sentir alguns toques... parece que a vida toda está contida dentro de nós. E está. E basta.

Então, respirando ainda mais fundo, sem pressa nem alarde, sem ansiedade, sem desespero... sentimos nosso coração, e dele emanar tudo o mais que precisamos para a vida, para a felicidade. E essa sensação, permanece de alguma forma. Ela pode tomar conta do nosso ser, pode inclusive transformar-se em quem somos... e esse calor, essa energia, esse pulso vital é capaz de curar. Aliás, arrisco dizer que somente essa sensação é que pode curar plenamente um indivíduo. De suas mágoas, de seus rancores, de suas frustrações e dores.

Aí, algumas lágrimas podem até ousar pular dos olhos... e assustados podemos pensar que dói. Mas talvez, pulem de alegria, de alívio. Ou podem pular pela dor também, a dor de não ter sido ouvida antes, a dor de não ter sido sentida ainda. Mas essa dor traz consigo o alívio, e parece que aquela lágrima leva tudo embora, simplesmente carrega a angústia. Mas não carrega o sorriso, não carrega a sensação, não carrega o olhar.

E as vezes, diante do espelho não conseguimos nos ver, não conseguimos nos encontrar, talvez porque não estejamos ali, talvez porque tudo vá um pouco além. E o sorriso, a lágrima, o olhar, o toque, o abraço... essas pequenas coisas que mudam os dias, que mudam vidas... elas não somem... simplesmente nos alimentam, nos dão forças... e como o alimento que sustenta nosso corpo e de alguma forma se transmuta, permanece... são esses momentos, que alimentam nossa alma e permanecem.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Contos de Fada

Chega um momento da vida em que percebemos que:

- Príncipes encantados não existem;
- Donzelas presas em torres, raramente são resgatadas;
- Felizes para sempre pode ser duro demais;
- Contos de fadas são lindos somente nos livros mesmo.

Aí quando caímos do cavalo, da torre... quando percebemos a realidade temos diante de nós duas possíbilidades. Ou vemos nossos sonhos, ideais de vida e tudo o que mais quisermos escorrendo rio abaixo junto com algumas lágrimas; ou aprendemos que ainda bem que a relidade é outra... é só assim que passamos a escrever nosso próprio conto de fadas, saímos do papel de donzelas indefesas, pegamos nossos próprios cavalos, lanças e tudo mais que podemos e enfrentamos nosso dragão!


Aí, aprendemos também que, mais gostoso que o frio na barriga da insegurança é sentir esse frio dissipar-se com a conquista! Que melhor do que ser resgatada da torre, é aprender a encontrar a porta sozinhas, aí, entramos e saímos quando quisermos. Melhor do que ganhar, é poder conquistar. Melhor do que só sorrir... é chorar, espernear, gritar... Que ninguém é bonito sempre, que ninguém é feliz sempre... mas pelo contrário... há dias em que acordamos brigadas com o mundo, e o mundo, brigado com a gente... mas quando esse dia acaba e deitamos na cama com a sensação de sobrevivi, nos sentimos donas do mundo novamente. Aí, as coisas não vão como desejamos, e aprendemos que muitas vezes, desejamos coisas que não precisamos, coisas que não deveríamos desejar. Aprendemos que raramente queremos o que deveríamos querer.


É na vida ralada que aprendemos a valorizar as pessoas,
É com o sofrimento que aprendemos a sorrir de verdade,
Nenhum alívio é melhor que o alívio de livrar-se da mágoa,
O melhor presente é aquele que nos damos todos os dias ao acordar, respírar fundo e permitir a vida entrar em nossos pulmões.
O bom riso, é o riso espontâneo compartilhado e porque não: exagerado
O bom choro é aquele choro que lava a alma, sem vergonha ou medo!
A boa vida, é essa que temos... cheia de falhas, defeitos, altos e baixos.... Que vive testando nossos limites, vive permitindo que nos conheçamos cada vez melhor.


Aí... aprendemos enfim.. que todos podemos ser "felizes para sempre" sempre.. mesmo quando choramos, mesmo quando tudo parece desmoronar diante de nós. Porque felicidade não é algo que passe... não é que nem a alegria que depende do momento. Felicidade é na verdade algo que encontramos dentro da gente, ali, juntinho da nossa essência, da nossa própria verdade. Juntinho do amor, da paz, da tranquilidade... coisas que não somem com o tempo... coisas que não dependem dos outros... coisas... que levamos sempre conosco!!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Sinto-me morta
Sem sentir o toque, o cheiro
Sem tocar o mundo...

Sinto-me morta
Por não sentir meu corpo
Quase não estar aqui

Fujo nos abraços
Nos beijos
Em qualquer carinho...

Fujo no toque,
Nas palavras
Nas entrelinhas...

Fujo sem tirar os pés do chão
Sem encontrar qualquer movimento
Fujo de mim, do outro
De tudo que é real.

Fujo do homem, da mulher
Da criança.. ela que não foje de mim!

Sinto-me sem sentir
Sem viver, sem tocar...
O gosto que não há,
O cheiro que não vem,
O toque que não sente,
O corpo que não tem.

Acho que só sindo mesmo
Quando a dor é fulminante
Ela me traz ao corpo
E me faz sentir que sou.

Não sinto-me
Como se não estivesse aqui
Cadê meu corpo?
Escondi ele de mim!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Presentes

Essa semana ganhei alguns presentes da vida... acho que ganhei na loteria!! (Piadinha interna né Gaby?)

O fato é que me dei conta de tantas coisas... justamente quando me permiti parar de fazer força... simplesmente, parar.

Descobri, que há mais sinceridade e desapeço no silêncio do que em muitas palavras ditas... Olhe só: quando falamos algo para um amigo, quando desabafamos e etc... quantas vezes, algum tempo depois aquele amigo evoca aquele algo, que ficou guardado na memória... e na sua já não havia mais? E aí, aquele algo ficou preso no tempo, na relação... ficou apegado. Acho que é por isso que cada dia gosto mais da solidão... aqui o único regulador de assuntos.. sou eu mesma, e a única memória que funciona, é a minha.

Claro.. a vida é feita em relacionamento... Mas cada dia que passa, menos quero falar da vida, menos quero desabafar... preferindo.. vivê-la! Claro.. chorar o choro, rir o riso.. talvez em companhia... mas é muito dificil encontrar aqueles que saibam não evocar seu passado (as vezes mascarado de preocupação)...

Cada dia que passa menos gosto das palavras... e mais tomo cuidado com elas... É dificil falar do que foi sem sentir, mas é fácil não preocupar-se quando não tem que ser dito! E por que não? Pra que as coisas devem ser ditas, feitas, pensadas... Aff... cansei disso... cansei de tanto fazer força para explicar, para dizer... as vezes, simplesmente quero ficar em silêncio...Porque o simples fato de falar, pode mudar o que eu queria dizer...

O silêncio devia ser honrado... o silêncio devia ser adorado, devia ser multiplicado... Ficar em silêncio é uma arte!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Inconstância

Como posso, em minha individualidade e enquanto ser único e individual, ser a medida de todas as coisas? Cada dia mais me pergunto qual é esta medida que se busca, principalmente quando, em minha própria existência, mudo de tamanho tantas vezes. Como saber qual tamanho vestir quando ele está constantemente em mudança?

Flexibilidade... Característica estranha à mim, e de tão estranha, me é tão familiar. Busco forma, norma como raiz para fincar no chão, mas esta não me serve por mais que um segundo e volta a me servir algum tempo depois. E aí, mudo quem sou quando mudo essa forma, essa norma? E o que não muda?

O que não muda seja talvez somente a capacidade de mudar, e se enquanto viver, eu tiver diante de mim esta possibilidade, poderei viver mil vidas em uma.

Inconstância, paradoxos... o que sou eu se não uma pilha destas coisas? E de tanto ser tudo, preencho-me do nada e nele convivo.

Quando saio de mim, estou comigo, “em migo” de fora, podendo analisar, pensar, refletir... mas não viver.

Quando quedo-me na dor, na alegria, na sensação, só assim sou minha essência, por é esse sentir o único que possuo. Quero viver de sensações eternas... Lembrando-me as que tenho quando reflito, penso, saio de mim... Qual corpo vivo? O que é esta vida vivida que não um monte de vontades, ações, reações...

Quais ações não são reações? Mesmo que a outra ação interna: a de querer. Ser é não ser, é não esforçar-se, pois não há força necessária ao viver.

Leve como uma pluma quando é este ser que me cabe, e se amanhã eu parecer uma bigorna... que seja eu a sentir este peso até que esta não seja mais a máscara do momento. Porque eu não tenho forma a não ser a que coloco quando tenho que interpretar-me.

Causa, conseqüência ou qualquer acaso... estou aqui pois foram estes os passos que dei, e se estou aqui, se é este o meu lugar: que eu saiba aproveitar até o próximo passo.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Regras de Vida

A Verdadeira Palavra: nunca mentir, nunca difamar ninguém e nunca usar linguagem grosseira ou áspera;
A Verdadeira Crença: é a crença de que a Verdade é o guia do Homem;
A Verdadeira Resolução: ser sempre calmo e nunca fazer dano a nenhuma criatura viva;
A Verdadeira Ocupação: nunca escolher uma ocupação que seja má, tal como falsificação, manejo de coisas roubadas e coisas semelhantes;
O Verdadeiro Comportamento: nunca roubar, nunca matar, e nunca fazer nada de que uma pessoa possa mais tarde arrepender-se ou envergonhar-se;
O Verdadeiro Esforço: procurar sempre o que é bom e afastar-se do que é mau;
A Verdadeira Contemplação: ser sempre calmo e não permitir-se pensamentos que sejam dominados pela alegria ou pela tristeza;
A Verdadeira Concentração: consegue-se quando todas as outras regras forem seguidas e uma pessoa tenha atingido o nível da paz perfeita".

Nada melhor do que conhecer as regras do jogo para conseguir sucesso nele.